Memória afetiva dos sabores
Sou descendente de italianos e como tal cresci rodeada de comida. De sabores que surgiam das cozinhas das minhas duas avós. E depois da minha mãe e tias, que reproduziam as receitas. E hoje da minha própria cozinha, com muitas receitas que foram sendo repassadas de geração em geração e continuam remetendo às cozinhas das avós.
A memória afetiva da comida tem uma força incrível. São cheiros, sabores, visuais que trazem a lembrança de pratos que algum dia provamos e que nos marcaram.
Além da culinária, pelo menos uma vez por ano tenho viajado para algum lugar diferente do Brasil ou do mundo. E isso, além de enriquecer minhas experiências gastronômicas, tem me feito encontrar, nos mais diversos recantos, lembranças dos cheiros e sabores a mim apresentados durante a vida.
Foi o que aconteceu em uma viagem para a Itália, em abril de 2017, quando por Florença passei e, no Mercado Central de Firenze, em um dos diversos corredores, deparei-me com um doce que conhecia da minha casa como “Torta Italiana”, mas que no norte da Itália possui o nome de Crostata. Basicamente é uma massa doce assada com algum tipo de geléia como cobertura. Uma delícia que me remeteu a minha infância. Essa sensação é a dita memória afetiva da comida! E a maior prova de que sangue não é água!!!
Na foto abaixo, a crostata que experimentei, com geléia de uva!
Na foto abaixo, a crostata que experimentei, com geléia de uva!


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